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UMA VIAGEM PELO MUNDO DENTRO DO BRASIL

  • contatoeconomiaevo
  • 15 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

“O movimento migratório e a riqueza cultural por trás disso”.



Por: Francisco Alves

24/04/2022




Imagem1: Internet



O Brasil é conhecido ao redor do mundo, por ser um país constituído de pessoas que vem de diferentes partes do mundo. Por aqui é possível viajar ao redor do mundo todos os dias, através das pessoas que encontramos na rua (principalmente em São Paulo). Quando se anda pelo Bairro da Liberdade, Brás e outros pontos da cidade de São Paulo é possível sentir fortemente a força que a cultura japonesa e boliviana exerce sobre a cidade.




Imagem2: Internet



Assim, com apenas uma voltinha pelo Bairro da Liberdade, você conseguirá identificar diversas lojas com produtos provenientes da cultura japonesa, também conseguirá visualizar feiras com produtos provenientes do Japão, conhecer muitos nativos japoneses e disfrutar de um cenário que é muito semelhante aos existentes no país (Feira Da Liberdade (@feiradaliberdade) • Fotos e vídeos do Instagram).





Imagem3: Internet



Da mesma maneira a região do Brás, concentra pessoas que vem de diferentes partes do mundo. Por lá é possível visualizar principalmente pessoas provenientes da Bolívia, onde dificilmente alguma pessoa passeia pelo Brás sem obter algum produto que não foi feito por um boliviano. Pela região, durante os finais de semana e principalmente à noite, é possível andar por feiras montadas nas ruas com diversos produtos que são provenientes da cultura boliviana, FEIRA KANTUTA (https://catracalivre.com.br/agenda/feira-boliviana-kantuta-sp/).




Imagem4: Internet



Movimento migratório


Mas conforme visualizado anteriormente, o Brasil já vem recebendo pessoas de diversas culturas, ou seja, não somente do Japão e Bolívia. Todos os anos o país recebe milhares de pessoas que vem ao Brasil por diversos motivos como: viajantes, pessoas a negócios, etc. O país também recebe “IMIGRANTES”, que vem com intuído de se reconstruir, ou dar continuidade as suas histórias que foram interrompidas por algum motivo em seu país de origem.


Essas pessoas, além de contribuir com sua cultura, oferecendo uma troca diária entre os nativos do país, também agregam bastante valor com o seu trabalho desempenhado diariamente, e assim contribuindo junto ao PIB.


Dados levantados junto à polícia federal (Resumo Executivo _Relatório Anual.pdf (mj.gov.br), apontam informações muito interessantes com relação aos imigrantes:


  • Estudos apontam que entre 2011 e 2019 foram registrados 1.085.673 imigrantes considerando todos os amparos legais;

  • Do total de imigrantes registrados 399.372 foram de mulheres;

  • No ano de 2019 predominaram os fluxos oriundos da América do Sul e Caribe, com destaque para a nacionalidade venezuelana e haitiana.


Imigrantes de longo termo (imigrantes que permanecem por um período superior no país):


  • Entre 2011 a 2019, foram registrados 660.349 imigrantes de longo termo no Brasil;

  • Do total de imigrantes de longo termo registrados, 41% foram mulheres;


Os maiores números de registros de imigrantes de longo termo foram entre os nacionais da Venezuela (142.250), Paraguai (97.316), Bolívia (57.765) e Haiti (54.182), representando 53% do total de registros.



Imigrantes no mercado de trabalho longo termo


O total de imigrantes empregados com carteira de trabalho assinada passou de 55,1 mil, em 2010, para 116,4 mil trabalhadores, em 2014, e depois para 147,7 mil em 2019. Entre 2018 e 2019 o número de imigrantes no mercado formal de trabalho brasileiro cresceu cerca de 8,3%. Destaca-se a imigração haitiana como a principal responsável por este crescimento. A partir de 2016 os imigrantes venezuelanos também contribuíram de forma significativa para o aumento do volume de trabalhadores no mercado formal de trabalho.


Estima-se que desses imigrantes de longo termo que foram registrados entre 2011 e 2019, cerca de 512.649 estão: trabalhando por conta própria totalmente regularizados, trabalhando informalmente, desempregados, voltaram para seus países ou foram para outro local e também podem ter falecido.


Imigrantes no mercado de trabalho informal

Os principais grupos de ocupação e setores de atividades de inserção laboral dos trabalhadores imigrantes informais nos anos investigados foram:


  • Trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio;

  • Trabalhadores na indústria;

  • Profissionais das ciências e intelectuais;

  • Parcela importantes desses trabalhadores optou pelo trabalho por conta própria ou pelo empreendimento de baixo retorno financeiro.


Quando se olha de forma mais abrangente os imigrantes vem dos seguintes países:


Argentina;

Bolívia;

China;

Colômbia;

Haiti;

Paraguai

Peru;

Senegal;

Uruguai;

Venezuela;

Outros países com menor número de imigrantes de longo termo.



Os mesmos também se distribuíam entre os anos de 2011 e 2019, nas seguintes regiões do país:


  • Região Sudeste (276.761) representava 44% do total de registros, concentrados principalmente no Estado de São Paulo (209.764);

  • Região Sul (142.201) representava 22% do total dos registros distribuídos igualmente entre os seus três estados: Paraná (48.826); Santa Catarina (47.413) e Rio Grande do Sul (45.967);

  • Região Norte (125.503) representava 20% do total de registros concentrados nos Estados de Roraima (84.785) e Amazonas (28.508).



Imagem5: Internet



O valor por trás desse movimento de oferecer oportunidades para pessoas provenientes de outros países pode ser observado semelhante ao que ocorreu com Samuel Klein (Imigrante Polonês - Fundador da Casa Bahia). Assim, o mesmo foi responsável por construir uma das maiores redes de varejo do país e, ajudar a distribuir produtos de maneira facilitada para pessoas de diversas classes, empregar milhares de funcionários ao redor do país e gerar muita riqueza junto ao PIB nacional.


Acompanhe um pouco da história de “SAMUEL KLEIN” no artigo “HISTÓRIA DA CASAS BAHIA”, e conheça um pouco mais a respeito.

 
 
 

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