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O CENÁRIO ECONÔMICO DURANTE E PÓS - PANDEMIA

  • contatoeconomiaevo
  • 15 de nov de 2022
  • 7 min de leitura

“A reação do mercado mostrou-se bastante contrária às probabilidades”.



Por: Francisco Alves

31/07/2022






Imagem1: Internet




Quem não se lembra do cenário anterior a 2020, com as pessoas bastante agitadas, correndo em todas as direções possíveis, no acontecer diário de suas vidas. Para quem mora na cidade grande, principalmente em São Paulo, a vida nunca para, porque trata-se de uma cidade que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e 30 dias por mês, com pessoas quase que em sincronia para que as coisas aconteçam. Assim foi o ano de 2019 até meados de 2020.


Após mais uma virada de ano entre 2019 e 2020, começava ali mais um ano repleto de atividades diárias em todas as regiões do país, mas, principalmente em São Paulo. Já em Janeiro surgiram notícias e boatos que só vieram crescendo no decorrer dos meses, a notícia que “UM CHINÊS COMEU UM MORCEGO CONTAMINADO EM ALGUM LUGAR DA CHINA E COMEÇOU A ESPALHAR UMA DOENÇA QUE VIRIA A CHAMAR-SE COVID-19”. Porém em Março de 2020 tivemos uma grande surpresa para todos, com um Decreto que mudaria a vida de muitas pessoas em 360 graus e, as possivelmente mais atingidas, seriam as que residem em grandes capitais como São Paulo.





Imagem2: Internet




Assim começou o Covid-19, de acordo com o Decreto n° 64.881 de 24 de Março de 2020 (Decreto nº 64.881, de 22 de março de 2020 - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) que inicialmente deveria durar até 7 de Abril de 2020. Esse inicialmente tinha como objetivo prevenir as infecções que poderiam surgir decorrentes do COVID-19. Após essa data as pessoas se viram obrigadas a permanecer em casa para o cumprimento das medidas propostas pelo governo. Já outras decidiram por continuar tocando suas vidas exercendo algum outro tipo de atividade, pelo menos enquanto o pior passava.


Muitas empresas foram afetadas, pois, apesar de todo o suporte oferecido pelo governo, estava se tornando inviável manter as atividades empresariais e, muitos decidiram dispensar seus funcionários e, encerrar as atividades, principalmente os microempresários. É possível sentir o ocorrido quando se olha para os setores que participavam da Economia em meados de 2020 e 2021.


Entre os setores que participavam da Economia brasileira entre 2020 e 2021 estão os seguintes, de acordo com o número de empresas em cada setor:



2020


Serviços (46,4%);

Comércio (34,8%);

Indústria de Transformação (9,5%);

Construção Civil (8,1%);

Agropecuária (0,6%);

Extrativa Mineral (0,6%);

Outros (0,4%).



2021


Serviços (48,0%);

Comércio (33,4%);

Indústria de Transformação (9,4%);

Construção Civil (7,9%);

Agropecuária (0,7%);

Extrativa Mineral (0,1%);

Outros (0,5%).




Imagem3: Internet




Entre os seguimentos mais afetados e que faziam parte dos setores citados e, que foram atingidos pelo Decreto N° 64.881, DE MARÇO DE 2020, estão os seguintes:


  • Shopping centers;

  • Galerias;

  • Academias;

  • Restaurantes;

  • Padarias;

  • Supermercados.



Assim a circulação de pessoas ficou restrita naquela época somente às necessidades imediatas:


  • Alimentação;

  • Cuidados de saúde;

  • Exercício;

  • Atividades.


Inclusive o descumprimento de algumas das medidas de quarentena poderia render graves prejuízos para os infratores, que poderiam ser enquadrados nos artigos 268 e 330 do Código Penal, ser a infração constituísse um crime mais grave. O comportamento a respeito do mercado interno brasileiro durante os anos de 2020 e 2021, pode ser visto no artigo “ABERTURA, FECHAMENTO DE EMPRESAS E O DESEMPREGO”, onde é possível perceber detalhadamente as principais causas das taxas de desemprego entre 2020 e 2021 e, de empresas que foram Abertas e Fechadas.



Todas essas medidas também refletiram bastante nos tipos de produtos que os consumidores passaram a buscar, até por conta da redução de suas necessidades diárias, ficando bastante restritas a itens relacionados:


  • Alimentos;

  • Água tratada e saneamento básico;

  • Transporte;

  • Saúde.



Imagem4: Internet




Assim, finalmente o primeiro lote de vacina da Pfizer-BioTech a chegar ao Brasil foi em 29/04/2021, com o primeiro lote de 1 milhão de doses de acordo com a Agência Brasil e Ministério da Saúde (Acompanhe chegada de lote da vacina da Pfizer | Agência Brasil (ebc.com.br).


Pós Covid-19 e com as pessoas retornando as suas atividades diárias, o padrão de consumo dessas pessoas também retornou a normalidade, onde as pessoas passaram a consumir produtos dos seguintes seguimentos:


  • Alimentos;

  • Vestuário;

  • Moradia;

  • Móveis para casa;

  • Água tratada e saneamento básico;

  • Eletrodomésticos;

  • Transporte;

  • Lazer e recreação;

  • Educação;

  • Saúde;

  • Segurança;

  • Cultura.


No artigo “O ENCERRAMENTO DAS EMPRESAS E SEUS IMPACTOS SOBRE AS PESSOAS”, o leitor irá visualizar os principais efeitos que a população sofreu durante a pandemia (2020), devido a várias circunstâncias provenientes da parada do mercado.





Imagem5: Internet



OS IMPACTOS PÓS – COVID-19


Os números ainda nos dias hoje são bastante impressionantes, onde conforme dados levantados junto ao Ministério da saúde (Coronavírus Brasil (saude.gov.br)), os mesmos mostram o seguinte:


Total de Infectados


Foram infectadas um total de 33.591.356 de pessoas pelo Covid- 19.

Total Mortos COVID – 19 Brasil (2022).


Desses 33.591.356 um total de 676.964 perderam suas vidas e vieram a óbito.

Total de Vacinados (2022).


Desde a chegada do primeiro milhão de doses em 29/04/2021 foram vacinadas 170 milhões de pessoas.




Imagem6: Internet




REFLEXOS ECÔMICOS


PIB


Apesar dos valores mostrados a seguir, com relação à evolução do PIB durante os anos analisados (Produto Interno Bruto - PIB | IBGE), durante o ano de 2020 o governo gastou bastante, principalmente na área da saúde, para que as pessoas ficassem protegidas da infecção:


Durante o ano de 2019 o PIB foi de R$ 7,3 trilhões;

Durante o ano de 2020 o PIB foi de R$ 7,4 trilhões;

Durante o ano de 2021 o PIB foi de R$ 8,7 trilhões;

Até o fechamento do 1° trimestre de 2022 o PIB foi de R$ 2,2 trilhões;

O PIB per capita foi de 35.161,70 durante o ano de 2019.


Esse aumento da população e a abertura e fechamento das empresas, exerceu forte impacto sobre o resultado final do PIB em 2021 e anos anteriores. Onde se observado conforme a população cresceu o número de desempregados AUMENTOU e, o número de empresas abertas CAIU entre 2020 e 2021, conforme é possível visualizar abaixo:


  • Assim conseguimos visualizar durante a avaliação da taxa de desemprego que a mesma aparecia durante o ano de 2020 em 13,5%, onde durante o ano seguinte a mesma foi para 14,7%. Isso é fruto da redução no número de empresas abertas entre 2020 e 2021. Assim, durante o ano de 2020 haviam 19.907.733 de empresas abertas, quando comparado com o ano seguinte de 2021 que tínhamos 17.173.284, um total de 2.734.449 de empresas a menos. No artigo ABERTURA, FECHAMENTO DE EMPRESAS E O DESEMPREGO, é possível visualizar com mais detalhes a respeito.


Já em 2022 até o presente momento, o número de habitantes caiu, mas, porém, o desemprego também caiu e, isso pode refletir uma circunstância de causa e efeito. Isso reflete um comportamento anormal da taxa de desemprego quando comparado também com a taxa de juros.



REDUÇÃO DA POPULAÇÃO


O número de habitantes aumentou durante os períodos analisados, ou seja, entre 2019 e 2021. Porém, quando analisado o ano de 2022, pode-se perceber que houve uma redução da população:


A população em 2019 era de 210,1 milhões de pessoas;

A população em 2020 era de 211,8 milhões de pessoas;

A população em 2021 era de 213,3 milhões de pessoas;

A população em 2022 era de 212,7 milhões de pessoas.




DESEMPREGO


Atualmente em 2022, o Brasil conta com uma mão de obra direta de 107,2 milhões de pessoas dentro do quadro geral aptas a trabalhar. Destes 11,9 milhões estão desempregados (Desemprego | IBGE). O país ainda conta com 106,6 milhões de pessoas que estão fora da força de trabalho, ou estão abaixo da idade de trabalhar. Quanto ao desemprego, o leitor poderá conferir detalhadamente as suas principais causas, no artigo “DESEMPREGO E SUAS PRINCIPAIS CAUSAS”.



Mas quando olhamos para os anos em que o país enfrentou a PANDEMIA COVID-19, os números são os seguintes:


O desemprego durante o ano de 2019 atingiu a marca de 13,4 milhões;

O desemprego durante o ano de 2020 atingiu a marca de 12 milhões;

O desemprego durante o ano de 2021 atingiu a marca de 14,8 milhões.



TAXA DE JUROS


Uma grande surpresa, porém, durante esses anos analisados, foi o comportamento da taxa de juros (Taxas de juros básicas – Histórico (bcb.gov.br), com relação à taxa de desemprego (Desemprego | IBGE). Esse comportamento dos empreendedores de arriscar no mercado, pode ser visto talvez como uma necessidade maior de gerar mais riqueza através das companhias pós- Covid-2019, desprezando-se investimentos possivelmente mais seguros, com taxas mais elevadas. Isso pode ser analisado conforme a seguir:



Taxa Juros (Banco Central)


2019

4,4%


2020

1,9%


2021

7,7%


2022

12,6%



Taxa Desemprego (IBGE)


2019

11,9%


2020

13,5%


2021

14,7%


2022

9,8%



No cenário de 2020 apesar da taxa de juros se encontrar bastante baixa (1,9%), possivelmente os empreendedores não visualizaram grandes vantagens em tentar arriscar no mercado, devido à queda brusca na demanda.



VALOR DA MOEDA (Dólar-$)


A variação no valor da moeda impactou principalmente para quem trabalha com produtos que necessitam de insumos importados para a composição de seus produtos, ou seja, o preço final do produto acabou subindo durante todas essas variações. Isso tem um impacto maior para produtos que são consumidos nacionalmente em nosso mercado.

Já para quem exporta a desvalorização da moeda impacta principalmente no volume de produtos que é comercializada, resultando em uma quantidade muito maior, do que, se a moeda se encontrasse mais valorizada, conforme é possível visualizar a seguir:



2019

R$ 4,01


2020

R$ 5,19


2021

R$ 5,41


2022

R$ 5,36



IMPORTAÇÕES E EXPORTAÇÕES


Além dos produtos que são produzidos em solo brasileiro e, são consumidos pelo próprio mercado, o país têm uma participação importante no fornecimento de produtos para suprir as necessidades internas de outros países (Exportação). Além das necessidades de recursos que o país tem, o mesmo necessita complementar o consumo interno da população (Importação).



IMPORTADOS


Segundo a secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia (Corrente de comércio brasileira chega a US$ 54,4 bilhões em maio — Português (Brasil) (www.gov.br), a mesma divulgou em 13 de julho dos dados preliminares da balança comercial indicando que as importações representaram um total de US$ 27,7 bilhões em 2022.


Quando analisado alguns anos anteriores, os Produtos Comumente Importados até o ano de 2020, juntamente com os países e valores em importações dentro do resultado geral do ano, foram os seguintes (Balança Comercial 2021: importações brasileiras (conexos.com.br):



Países


  • China;

  • Estados Unidos;

  • Argentina;

  • Alemanha;

  • Coreia do Sul.


Tipos de produtos Importados


  • Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos);

  • Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto brutos);

  • Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes;

  • Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios;

  • Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns.


Valores


2019

177,3 bilhões


2020

158,9 bilhões


2021

219,4 bilhões




EXPORTADOS


Segundo a secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia (Corrente de comércio brasileira chega a US$ 54,4 bilhões em maio — Português (Brasil) (www.gov.br), a mesma divulgou em 13 de julho dos dados preliminares da balança comercial indicando que as exportações brasileiras somaram, em maio de 2022, um total de US$ 29,6 bilhões.



Principais produtos exportados


Países


  • Estados Unidos;

  • União Europeia;

  • Argentina;

  • Arábia Saudita;

  • Japão;

  • Venezuela;

  • México;

  • Uruguai;

  • Chile;

  • Coréia do Sul;

  • Kuwait;

  • Nigéria.



Tipos de produtos exportados


Os principais produtos exportados pelo Brasil são os seguintes:


  • Calçados;

  • Suco de laranja;

  • Produtos têxteis;

  • Óleos comestíveis;

  • Bebidas;

  • Alimentos industrializados;

  • Aparelhos mecânicos;

  • Armamentos;

  • Produtos químicos;

  • Material de transporte;

  • Outros.



Valores


2019

225,4 bilhões


2020

209,9 bilhões


2021

280,4 bilhões.



Até o final do 1° semestre de 2022, isso gerou um saldo positivo de US$ 4,9 bilhões, mostrando-se um resultado bastante satisfatório com relação às Importações e Exportações ocorridas nesse período de 2022.


Dessa maneira, isso passa a ser interessante porque, as necessidades internas de importação do país, se mostraram menores, do que as necessidades externas dos países que consomem os nossos atuais produtos.




Imagem7: Internet




PARTICIPAÇÃO DE CADA PAÍS NO PIB MUNDIAL


Todo esse movimento do mercado, pode ser entendido, quando analisado como cada país contribuía até 2020, com suas riquezas para o PIB mundial, onde o Brasil por exemplo, aparecia na 12° posição. Segundo o FMI no topo da lista encontram-se países como Estados Unidos, países da União Europeia e China.


Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), até 2020 cada país contribuía nas seguintes posições para o PIB mundial em trilhões de US$ (International Monetary Fund - Homepage (imf.org):





Classificação


Posição

País

PIB (Trilhões de US$)

Mundo

84,929.508

1

Estados Unidos

20,508.250

União Européia

18,736.855

2

China

14,860.775

3

Japão

4,910.580

4

Alemanha

3,780.553

5

Reino Unido

2,638.296

6

Índia

2,592.583

7

França

2,551.451

8

Itália

1,848.222

9

Canadá

1,600.264

10

Coreia do Sul

1,586.786

11

Rússia

1,464.078

12

Brasil

1,363.767

Tabela 1: FMI2020






APRENDIZADOS COVID-19



Imagem8: Internet




Durante toda essa confusão causada pela PANDEMIA do COVID -19, o que fiou bastante claro, foi o “VALOR INSUBSTITUIVEL DA VIDA”. Onde muitos perderam suas vidas para uma doença “COVARDE” e, que chega e permanece na presença das pessoas, sem que ninguém a veja, fazendo as mesmas não perceberem que chegou a hora de partir, sem muito tempo para despedidas.





 
 
 

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