top of page
Buscar

OLHAR CRÍTICO SOBRE A EDUCAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA

  • contatoeconomiaevo
  • 14 de nov. de 2022
  • 5 min de leitura

“A educação e seus detalhes, que podem fazer a diferença na vida do atual aluno e, futuro profissional”.


Por: Francisco Alves

04/07/2021



Imagem1: Internet


Antes de iniciar uma reflexão a respeito do indivíduo, família, escola, e estado é necessário avaliar, quais são as condições atuais que estão sendo apresentadas por todas as partes, e como essas condições influenciam o individuo, e seu desenvolvimento. Atualmente, quando realizamos uma pesquisa básica a respeito do assunto, ou ficamos indagados, pensando sobre a contribuição dessas instituições, frente á vida de qualquer individuo de nossa sociedade, temos uma percepção superficial. Isso porque, a cada dia, alguns pais deixam de acompanhar os filhos na escola em decorrência de vários fatores: alguns desses fatores podem ser, por exemplo, por falta de interesse, por parte dos pais para com seus filhos com relação ao futuro dos mesmos e sua contribuição para a sociedade, e também pela falha na percepção dos pais sobre si mesmo e sua importância e contribuição, para sociedade atual.


Mas, também ocorre pela falta de tempo para total dedicação aos filhos, decorrente da vida profissional dos pais, e dos inúmeros afazeres domésticos atribuídos aos mesmos. O cenário econômico familiar também trás muitas circunstâncias negativas, onde a criança necessita de condições básicas (fisiológicas), para estar em seu perfeito estado de concentração. Há também, o cenário ao qual esse individuo se encontra, pois muitas vezes, pela falta de recursos, os mesmos passam grande parte de sua infância restritos aos locais em que nasceram e cresceram, como por exemplo, na periferia, onde toda essa situação faz com que as crianças não desenvolvam o sentimento de pertencimento por parte do estado, fora daquela realidade, onde poderiam visualizar grandes possibilidades para suas vidas, e perceber, como a educação de qualidade, poderia contribuir para realização de seus sonhos. Isso faz que ao longo do tempo, muitas dessas crianças, sejam recrutadas por forças fora do estado, causando grandes prejuízos para si mesmo, suas famílias, outras famílias e consequentemente para o estado.



Imagem2: Internet


Conforme 1° pesquisa realizada junto ao IBGE (www.ibge.gov.br), referente a mobilidade social, a mesma mostra que temos:


  • 10,3 milhões de pessoas na classe A com renda acima de R$ 11.000;

  • 11,0 milhões de pessoas na classe B com renda entre R$ 7.278 à R$ 11.000;

  • 113,1 milhões de pessoas na classe C com renda entre R$ 1.819 à R$ 7.278;

  • 34,7 milhões de pessoas na classe D com renda entre R$ 1.100 à R$ 1.819;

  • 38,6 milhões de pessoas na classe E com renda de até R$ 1.100.


Conforme 2° pesquisa realizada junto ao IBGE (www.ibge.gov.br), referente à proporção de pessoas de 25 a 34 anos com ensino superior completo, segundo os países OCDE e Brasil, a mesma mostra que:


  • Somente 19,7% da população brasileira nessa faixa de idade possuem ensino superior.


Conforme 3° pesquisa realizada junto ao IBGE (www.ibge.gov.br), referente à proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo, por unidade da federação – Brasil, onde a mesma mostra que:


  • O Distrito federal possui o maior número de formados com 33,2% proporcionalmente a sua população;

  • O Maranhão possui a menor proporção de formados apresentando 7,4%;

  • São Paulo aparece com 21,7% na proporção de formados com base na sua população.


Através de uma 4° pesquisa realizada junto ao IBGE (www.ibge.gov.br), referente à taxa de ingresso no ensino superior, da população com ensino médio completo, por faixa de idade e cor ou raça, segundo rede do ensino médio concluído- Brasil, onde a mesma também separa alunos vindos de escolas com ensino públicas e privadas. Os resultados foram os seguintes:


  • Temos 33,8% de alunos vindos do ensino público e 80,1% de alunos vindos do ensino privado com idades entre 18 e 24 anos;

  • Temos 35,8% de alunos vindos do ensino público e 86,0% de alunos vindos do ensino privado com idades entre 24 à 44 anos;

  • Temos 42,7% de alunos vindos do ensino público e 81,9% de alunos vindos do ensino privado com cor branca;

  • Temos 29,1% de alunos vindos do ensino público e 71,6% de alunos vindos do ensino privado de cor preta ou parda.


Esses dados também mostram a falta de qualidade no ensino público, através do volume de alunos ingressantes nessas instituições, observando que a falta de dinheiro não é desculpa para o ingresso em uma universidade de ensino superior, pois o governo disponibiliza programas como SISU (www.sisu.mec.gov.br) e PROUNI (www.prouni.mec.gov.br).




Imagem3: Internet


Através de pesquisa realizada junto ao ministério da educação (www.gov.br), foi possível perceber os seguintes dados com relação à estrutura de ensino, conforme base nacional comum curricular:


EDUCAÇÃO INFANTIL


Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)


Atividades: Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.

Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)


Atividades: Criar sons com materiais objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música.


Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)


Atividades: utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.


ENSINO FUNDAMENTAL


MATÉRIAS


Linguagens: Língua portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa;

Matemática: Matemática;

Ciências da Natureza: Ciências;

Ciências Humanas: Geografia, História;

Ensino Religioso: Ensino Religioso.


ENSINO MÉDIO


Linguagens e suas Tecnologias: Língua Portuguesa;

Matemática e suas Tecnologias: Matemática;

Ciências da Natureza e suas Tecnologias;

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.




Imagem4: Internet


Analisando pelo lado do estado, todos esses números, podemos perceber que pessoas que possuem menor renda, e dependem do ensino público, encontram bastantes dificuldades para ingressar no ensino superior, devido à baixa qualidade do mesmo. Porém, a estrutura formatada pelo governo, aparentemente é de ótima qualidade, abordando importantes disciplinas para a formação dos alunos. Aparentemente, alguns dos maiores problemas, seriam no momento de executar o plano de ensino, onde possivelmente, há falhas no acompanhamento do estado e das famílias, junto à escola. Como consequência, no futuro essas pessoas possuirão certa dificuldade para competir no mercado de trabalho, junto aqueles que conseguiram obter melhores qualificações.


Assim, a melhor alternativa seria investir fortemente na educação, com ótima infraestrutura, materiais didáticos, recursos humanos com supervisão do estado e das famílias. Atualmente o governo federal, já disponibiliza acesso a programas, como o bolsa família (www.caixa.gov.br), para famílias em situação de extrema pobreza, como forma de garantir o mínimo de dignidade para as mesmas, porém seria necessário, buscar melhores formas de integração desses pais, junto ao mercado de trabalho, como por exemplo, através do CAT (http://www.catpr.org.br/).


Essas ações fariam com que no futuro, as pessoas obtivessem melhores capacitações, através do ingresso em uma instituição de ensino superior, e conseguissem competir no mercado, trabalhar e possivelmente mudar de classe com a obtenção de mais recursos, tendo como base a educação de qualidade, com consequente oferecimento de maior qualidade vida para suas famílias, e condições de estudo para seus filhos. Essas pessoas serão as mesmas que serão responsáveis, pela geração de mais postos de trabalho, através da abertura de novas empresas, conforme seu IDH passe a melhorar.

 
 
 

Comentários


bottom of page