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O SETOR AUTOMOBILISTICO BRASILEIRO

  • contatoeconomiaevo
  • 15 de nov. de 2022
  • 9 min de leitura

“A história por trás do Sucesso e Riqueza das montadoras instaladas em território brasileiro”.



Por: Francisco Alves

10/07/2022





Imagem1: Internet




A primeira fábrica de automóveis do Brasil foi a Ford. Ela se estabeleceu em 1° de maio de 1919, a montadora abriu as portas na Rua Fiorêncio de Abreu, no centro de São Paulo. O modelo de produção era o Ford T, também chamado de Ford Bigode. As peças eram importadas e a montagem, feita aqui.


Infelizmente em 11 de janeiro de 2021, a empresa anunciou o fim da produção no Brasil e o fechamento de suas fábricas em Taubaté (SP), Camaçari (BA) e Horizonte (CE).

Assim, a Ford foi uma das mais importantes e popularmente conhecidas montadoras de veículos que permaneceu com suas atividades em território brasileiro, superando os 100 anos com suas atividades produtivas.


Além da Ford, existem outras importantes marcas de veículos que contribuem junto ao Brasil com sua participação no PIB geral do país. Segundo foi possível ver no artigo “COMPORTAMENTO DO SETOR AUTOMOBILISTICO BRASILEIRO NOS ÚLTIMOS ANOS”, o seguimento de auto veículos têm uma participação de 22% na indústria, e 4% no PIB total do país. Além disso, a cadeia produtiva emprega mais de 1 milhão de pessoas.

Entre as mais conhecidas e populares montadoras existentes entre os brasileiros estão as seguintes:


  • Volkswagen;

  • Hyundai;

  • Fiat;

  • Ford;

  • General Motors;

  • Toyota;

  • Mercedes-Benz.


Mas não é possível analisar um pouco da história das montadoras, sem antes conhecer um pouco da história do grande ABC (principal reduto das montadoras presentes e instaladas no Brasil).




Imagem2: Internet




O GRANDE ABC


A região do Grande ABC está instalada no sudeste da região Metropolitana de São Paulo possuindo uma área territorial de 828 Km2 (IBGE). Todo esse território é ocupado por cerca de mais de 2,825 milhões de pessoas (IBGE), e é composto por 7 munícipios: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.


O grande ABC por sua grande área terrestre é composta por muitas ruas e vias de alta circulação. Essa região também é bastante privilegiada comercialmente, pois está localizada próximo ao Porto de Santos, e à Capital Paulista, além de possuir fácil acesso às rodovias Anchieta e Imigrantes, ao Rodoanel e à rede ferroviária.


As pessoas que vivem na região são fruto do grande fluxo de imigrantes provenientes do fim do séc. XIX e de imigrantes ao longo do séc. XX. É considerado também o berço da indústria automobilística e de multinacionais que se instalaram na região ao longo do último século, com destaque para a década de 1950, quando a industrialização iniciada na capital chegou às regiões próximas. Portanto a região respira o setor automobilístico e, possui diversas escolas com ensino técnico direcionado para o ramo, como SENAI e SENAC.


Segundo o IBGE (IBGE | Portal do IBGE | IBGE), até 2019 (última atualização), quando somado a participação de todos os municípios que fazem parte do Grande ABC, o PIB (Produto Interno Bruto) da região representava 130,6 bilhões, mostrando a forte capacidade de gerar riqueza da região.


Já o PIB da indústria representava 30,3 bilhões (IBGE). O setor industrial ainda representava uma fatia considerável no desenvolvimento socioeconômico da região.

Segundo dados do observatório Econômico da Universidade Metodista (O ABC - Consórcio Intermunicipal Grande ABC (consorcioabc.sp.gov.br), apresentando alguns ano atrás, o Grande ABC contava com mais de 24 mil indústrias distribuídas entre os sete municípios que empregavam aproximadamente 26% da população economicamente ativa, proporção superior à cidade de São Paulo (13%).


Para facilitar a análise e representar de forma mais apurada a grandiosidade dessa importante região localizada no estado de São Paulo, os números mostram os seguintes resultados com relação ao PIB local, segundo o IBGE (Produto Interno Bruto dos Municípios | IBGE):



PIB Município 2019 / Indústria / Per capita/ Geral

Santo André

6.461.594,74 R$ (x1000)– IND.

42.209,54 R$ – PC.

30.339.076,38 R$ (x1000)– GER.


São Bernardo do Campo

10.887.505,23 R$ (x1000)– IND.

60.871,06 R$ – PC.

51.066.927,75 R$ (x1000)– GER.


São Caetano do Sul

2.725.155,09 R$ (x1000)– IND.

85.062,97 R$ – PC.

13.705.940,67 R$ (x1000)– GER.


Diadema

4.092.077,30 R$ (x1000)– IND.

36.097,90 R$ – PC.

15.301.322,32 R$ (x1000)– GER.


Mauá

5.381.992,77 R$ (x1000)– IND.

34.430,52 R$ – PC.

16.282.604,68 R$ (x1000)– GER.


Ribeirão Pires

618.422,47 R$ (x1000)– IND.

25.497,11 R$ – PC.

3.146.164,35 R$ (x1000)– GER.


Rio Grande da Serra

92.030,06 R$ (x1000)– IND.

14.179,63 R$ – PC.

720.977,28 R$ (x1000)– GER.



Até aqui, já foi possível perceber o quão grande e importante é o seguimento Automobilístico brasileiro, através de todos os seus números apresentados, principalmente na região do Grande ABC. Porém, mais importante do que os números apresentados, é também importante conhecer um pouco como tudo isso começou na região e, no Estado de São Paulo (primeiro estado a receber uma montadora).





Imagem3: Internet




MONTADORAS




Imagem4: Internet




Volkswagen


Atualmente a Volkswagen (Volkswagen do Brasil (vw.com.br), já está presente há 69 anos na vida dos Brasileiros e é considerada a maior produtora de automóveis do Brasil. Seus números são impressionantes, pois a mesma possui um número de 24 milhões de veículos produzidos no Brasil. Também é responsável pela exportação de 4 milhões de carros embarcados. A mesma também não para e é responsável pelo desenvolvimento de modernos modelos como o novo Polo, Virtus, Taos, Nivus e T- Cross. Sua infraestrutura também impressiona, pois a mesma possui 4 fábricas, 1 centro de distribuição e 500 concessionárias.


A História da Volkswagen começou no Brasil nos anos 50 com a fabricação da primeira Kombi, onde as peças utilizadas para a montagem da mesma representava 50% do veículo, em 1956.


Já na década de 60, a mesma lançou novos modelos como o Karman – Ghia (1952), a Variant (1969) e o TI (1970). Também na década de 70 a empresa mostrou para o mundo a total capacidade de Engenharia brasileira ao desenvolver e lançar os primeiros Volkswagen total nacionais: a Brasília (1973), o SP1 e o SP2 (1975).


Entre seus sucessos também está o famoso “GOL”, lançado em 1980 que entrou para a história do seguimento automotivo com mais de 7 milhões de unidades produzidas.





Imagem5: Internet



Hyundai


Inicialmente o grupo CAOA (Hyundai Motor Brasil), foi responsável pela distribuição dos veículos importados na marca em território nacional e pela montagem dos Kits CKD do caminhão leve HR, do Tucson e também do SUV IX35 em Anápolis, e caminhões de sete toneladas também em Anápolis.


No ano de 2012 em Piracicaba, no interior de São Paulo, onde a capacidade de produção era de 150 mil veículos por ano. Assim a mesma produzia o HB20, HB20X e HB20s, exclusivos para o mercado brasileiro e também toda a família SUV Creta nas versões 1.6 16v e 2.0 16v todos eles no modelo flex.


Após estudo junto à marca, na unidade Piracicaba, foi possível visualizar que foi construída com intuito de montar os veículos do “Projeto HB” (Hyundai Brasil), que são muito famosos e conhecidos como HB20.


Esses veículos são distribuídos em três modelos HB20 (hathback), HB20s (sedã com 4 portas) e HB20X (crossover com 5 portas), equipados com motorização 1.0L e 1.6L e câmbio manual ou automático.





Imagem6: Internet



Fiat


A Fiat (Fiat.pdf (meioemensagem.com. br), já faz parte do Brasil desde a década de 1971, onde efetivou a sua instalação em 1976, com a construção de uma fábrica em Betim (MG).


Assim na época de sua chegada a empresa tornou-se a primeira grande montadora fora do Grande ABC paulista. Entre os lançamentos da época o modelo FIAT 147 foi o primeiro modelo lançado por aqui. Segundo a mesma um ano antes foi lançada a primeira Pick – up que teve sua inspiração o modelo City, A partir desses lançamentos a marca não parou e lançou o veículo Panorama (1952), o sedã Oggi (1983), o Uno (1984) e a Perua Elba.


A Fiat, no entanto possuía forte vontade de obter mais participação de mercado e durante a entrada da década de 1990, foi responsável pelo lançamento de vários modelos como Uno Mille, o Tempra 16v (1991); Tipo (1991); Palio (1996); Palio Weekend e sedã Siena (1997); Marea (1998) e Strada e Brava (1999). Entre os citados o Palio foi responsável por ultrapassar o “GOL” no número de vendas.





Imagem7: Internet



Ford


Pouco depois de se instalar no Canadá, França, Inglaterra, Irlanda e Argentina, o Brasil foi o país seguinte a receber uma unidade da Ford em 24 de Abril de 1919 em uma terça – feira.


Na época em que a Ford chegou ao Brasil (Ford 100AnosBrasil-História.docx (live.com), São Paulo era uma modesta capital provinciana e não tinha os mínimos requisitos para receber uma linha de montagem de automóveis. Também nessa época, por aqui, ainda se importava-se quase tudo, desde sabão e biscoitos aos produtos mais elementares. O operariado nacional, sem qualquer formação técnica, tinha o emprego de mão de obra restrito à indústria de tecidos.


A História da Ford no Brasil foi repleta de sucesso, através do lançamento de seus veículos como o T, F-600, Galaxie, Corel, Maverick, Escort, Cargo, F-250, Focus e Fiesta, até os atuais KA, Escort, Fusion, Mustang, Edge e Ranger – para citar apenas alguns. Hoje, a Ford continua à frente das tecnologias que abrem as portas para o futuro da mobilidade.


Infelizmente essa trajetória de sucesso, teve um fim e, e a mesma encerrou suas atividades na produção de veículos no Brasil em 11 de Janeiro de 2021. Então, a multinacional operava uma fábrica de veículos de Camaçari (BA) e outra de motores e transmissões em Taubaté (SP), além da unidade de Horizonte (CE), que montava os Jipes da marca Troller.





Imagem8: Internet



General Motors


Desde a montagem do primeiro Chevrolet em um galpão no bairro paulistano do Ipiranga, em 1925, até este ano mais de 15 milhões de veículos GM (Brazil | General Motors (gm.com), foram emplacados no País.


O primeiro carro nacional de passeio da Chevrolet foi o Opala, apresentado em 1968. Outros modelos de sucesso foram lançados posteriores, como P Chevettea, a D20, o Monza, o Kadett, o Corsa, o Vectra, o Omega e o Astra.


A GM chegou a produzir paralelamente outros tipos de produtos, como baterias, aparelhos de ar – condicionado a até geladeiras – as famosas Frididaire. Mais de 2.000.000 delas foram feitas dos anos 50 ao 70.


Hoje, a companhia possui três complexos industriais de produção de veículos, motores e componentes: São Caetano do Sul (SP), São José dos Campos (SP) e Gravataí (RS). Conta ainda com unidades em Mogi das Cruzes (produção de componentes estampados e peças), Sorocaba (centro logístico) e Indaiatuba (campo de provas), todas no Estado de São Paulo, além de um Centro Tecnológico, em São Caetano do Sul (SP). A GM também tem em Joinville (SC) linhas industriais de onde saem motores e cabeçotes de alumínio.





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Toyota


A chegada da Toyota no Brasil (Uma história de inovação e qualidade - Toyota) é um dos capítulos mais importantes na história da montadora e sua expansão global. Aqui foi instalada a primeira operação da empresa fora do Japão, com a produção do modelo Landcruiser na pioneira fábrica de São Paulo, em 1958. A partir de 1962, a linha de produção foi transferida para a nova planta, de São Bernardo do Campo, e ali iniciou a fabricação do veículo que iria entrar para a história do mercado automobilístico brasileiro: o Bandeirante.


A década de 90 trouxe o início das importações de outros modelos e um novo momento na história da Toyota do Brasil. Nesse período, foi formada a rede nacional de concessionárias e inaugurada a segunda fábrica no país, na cidade de Indaiatuba. Ali, em 1988, a Toyota estabeleceu outro marco da indústria automobilística nacional: o início da produção do lendário Corolla no Brasil. Os anos seguintes foram de crescimento constante no país e integração com a América Latina, consolidada em 2005 coma inauguração do centro de distribuição de Guaíba, no Rio grande do Sul, que serve de porta de entrada para as picapes Hilux e SW4 produzidas na fábrica argentina de Zarate. Levando adiante sua política de sustentabilidade, em 2012 a Toyota inaugurou em Sorocaba à primeira ecofactory do país, projetada para reduzir ao máximo o impacto da produção no meio ambiente, onde são fabricados os modelos Etios.


Agora, mais um capítulo dessa história começa a ser escrito. Em 14 de fevereiro de 2014 foi lançada a pedra fundamental da nova fábrica de Porto Feliz, em São Paulo, que irá produzir motores para os modelos Etios e Corolla. O resultado de todos esses anos de atuação no Brasil é o maior orgulho de uma montadora que se preocupa em primeiro lugar com a qualidade e respeito aos clientes: o maior índice de satisfação entre as montadoras do país.





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Mercedes-Benz


Inaugurada em 28 de setembro de 1956, a fábrica Mercedes - Benz do Brasil em São Bernardo do Campo (SP) foi o ponto de partida da atuação da empresa no país (São Bernardo do Campo Mercedes-Benz). Trata-se da maior planta da Daimler fora da Alemanha para veículos comerciais Mercedes – Benz e a única a produzir, em um mesmo local, caminhões, chassis de ônibus, cabinas e agregados, como motores, câmbios e eixos. No local são fabricados os caminhões das famílias Accelo, Atego, Axor, o Novo Actro e o mais novo lançamento, o Arcos.


Em março de 2018, foi inaugurada nessa unidade uma nova linha de montagem final de caminhões em conceitos da Indústria 4.0. Totalmente modernizada, essa linha reúne as tecnologias mais avançadas de conectividade, internet das coisas, armazenamento na nuvem, Big Data & Analytics para a produção desde leves a modelos pesados de caminhões.


A fábrica se tornou Indústria 4.0 do setor automobilístico no seguimento de veículos comerciais, revolucionando os sistemas de produção, o ambiente de trabalho e a interface homem e tecnologia. O primeiro produtos da marca nessa nova é o Novo Actros, o caminhão mais inteligente, eficiente, conectado e seguro do Brasil.


Nessa mesma planta do ABC paulista, a Mercedes – Benz do Brasil conta também com um avançado Centro de Desenvolvimento Tecnológico. Com 30 anos de atividades, é o maior do Brasil e o maior da Daimler fora da Alemanha para veículos comerciais Mercedes – Benz, tornando-se líder em soluções para o ecossistema do transporte responsável e se preparando cada vez mais para um futuro ainda mais sustentável.


A unidade brasileira é um dos polos da rede mundial de desenvolvimento da Daimler Trucks maior fabricante mundial de caminhões. É também o centro mundial de competências da Daimler para o desenvolvimento e produção de chassis de ônibus, sendo ainda pioneira nos testes com o uso combustíveis alternativos. Como diesel de cana e biodiesel.


Na fábrica de São Bernardo do Campo, a empresa abriga ainda o centro de Formação Profissional para aprendizes, uma parceria de mais de 50 anos com o SENAI.





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Assim, foi possível perceber toda a riqueza agregada por trás de todas essas empresas que anualmente contribuem com cerca de 2.854.420 veículos em média por ano em condições normais de produção para o seguimento Automobilístico. Os veículos são produzidos nas categorias: Automóveis; Comerciais Leves; Caminhões (Semileves, Leves, Médios, Semipesados e Pesados); ônibus (Rodoviário e Urbano) conforme é possível visualizar no artigo “COMPORTAMENTO DO SETOR AUTOMOBILISTICO BRASILEIRO NOS ÚLTIMOS ANOS”.

 
 
 

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