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DESEMPREGO E ALGUMAS DE SUAS PRINCIPAIS CAUSAS

  • contatoeconomiaevo
  • 14 de nov. de 2022
  • 4 min de leitura

“O desemprego pode ser visto apenas com uma condição passageira de desocupação”.


Por: Francisco Alves

19/02/2022




Imagem1: Internet



O desemprego atualmente é uma das realidades vivenciadas por muitas pessoas ao redor do país, devido a vários fatores que se encontram durante as relações econômicas diárias. Assim, o mesmo pode ser decorrente, por exemplo: de crises sanitárias, performance individual das empresas e fatores relacionados ao individuo junto ao mercado.


Porém, quando analisamos detalhadamente o que causa o desemprego, relacionado aos fatores do individuo junto ao mercado, se pode chegar a algumas causas como: o desemprego ficcional, cíclico e estrutural, conforme dados analisados junto a Laureate international Universities.


Os mesmos podem ser classificados conforme descrição abaixo:



Imagem2: Internet



Ficcional: o desemprego ficcional é aquele que decorre de um processo natural de busca por emprego. Imagine que você esteja empregado em um setor comercial, mas seu sonho é trabalhar na área financeira. Depois de finalizar o processo de qualificação na área financeira, você resolve largar seu atual emprego para perseguir seu sonho. Enquanto não encontra um novo emprego, sua condição é de desempregado, mas note que essa situação foi perseguida por você mesmo, de modo que podemos classifica-la como “desemprego voluntário.” Naturalmente, esse tipo de desemprego não tende a ser preocupante, na medida em que reflete um desejo do próprio agente que oferta trabalho no mercado de trabalho.




Imagem3: Internet



Cíclico: o desemprego cíclico é caracterizado pela evolução do desemprego em cada fase do ciclo econômico, sendo o tipo de desemprego que mais preocupa os economistas. Em momentos de crescimento do PIB, as empresas tendem a contratar maior número de funcionários para que consigam efetivar seus planos de crescimento. Em momentos de crise, no entanto, as empresas costumam iniciar processos de demissão, visando adequar sua estrutura produtiva a um cenário de vendas reduzidas. Existe, portanto, uma parcela do desemprego que é resultado direto da atividade econômica; em momentos de crescimento, as taxas de desemprego cíclico tendem a cair, ao passo que, em momentos de retratação, começam a apresentar indicadores cada vez mais elevados.




Imagem4: Internet



Estrutural: por fim, temos o desemprego estrutural, que é resultado do desenvolvimento tecnológico. Esse tipo de desemprego surge quando uma tecnologia torna obsoleto um determinado tipo de trabalho. Foi justamente essa a razão da redução dos empregos gerados por dois setores econômicos ao longo das últimas décadas: automobilístico e bancário. O processo de automação em ambos os segmentos substituiu parte expressiva de mão de obra por máquinas. No setor automobilístico, a automação inseriu robôs na linha de montagem, causando demissões em massa nas montadoras. Já o setor bancário reduziu a demanda por serviços na agência, o que ocasionou demissões ao instalar caixas eletrônicos, bem como os serviços feitos via internet.


Para que se possa entender com mais clareza o que representa o desemprego, considerando a realidade do país é necessário analisar junto ao IBGE (Desemprego | IBGE), em que o mesmo apresentava alguns números importantes durante o ano de 2021, e que vale a pena serem conferidos:


Tínhamos um total de 212,0 milhões de pessoas disponíveis no quadro geral para exercer algum tipo de trabalho, em meados de 2021 ou no futuro.


No fechamento do 1°semestre, tínhamos 85,7 milhões de pessoas ocupadas. Já no fechamento do 3° trimestre tínhamos 93,0 milhões de pessoas ocupadas.


Onde segundo critérios do IBGE, as pessoas ocupadas podem ser classificadas da seguinte forma:


  • Empregados (do setor público ou privado, com ou sem carteira de trabalho assinada, ou estatutários;

  • Empregadores;

  • Trabalhadores domésticos (com ou sem carteira de trabalho assinada);

  • Trabalhadores familiares auxiliares (pessoas que ajudam no trabalho de seus familiares sem remuneração).


Durante o fechamento do 1° semestre de 2021 os desocupados representavam 14,8 milhões de pessoas. Já durante o fechamento do 3° trimestre os mesmos representavam 13,4 milhões de pessoas.


Os mesmos são classificados dessa forma (popularmente conhecidos como desempregadas) as pessoas que não estão trabalhando, porém tomaram alguma providência efetiva para encontrar trabalho e estão disponíveis para assumi-lo, caso encontrem.



Taxa de desemprego durante o 3° trimestre de 2021 (desocupação):


Brasil: 12,6%

Norte: 12,0%

Nordeste: 16,4%

Sudeste: 13,1%

Sul: 7,5%

Centro – Oeste: 9,8%


Temos também as pessoas que estavam fora da força de trabalho que representavam 76,5 milhões durante o fechamento do 1° semestre de 2021. Já durante o fechamento do 3° trimestre de 2021 os mesmos representavam 65,5 milhões de pessoas.


Pessoas fora da força de trabalho potencial são classificadas dentre as pessoas que estão fora da força de trabalho, assim são as donas de casa que não trabalham fora, adolescentes em idade escolar, aposentados e outras que não têm interesse ou condições de trabalhar. Sendo assim, estas estão fora da força de trabalho potencial.


As pessoas classificadas como força de trabalho potencial estão na força de trabalho, mas possuem um potencial para serem integrados a esta força, formam a força de trabalho potencial as seguintes:


* Buscaram trabalho, mas não estavam disponíveis,

* Não buscaram trabalho, mas estavam disponíveis (Desalentados 6,0 milhões),

Os desalentados segundo IBGE são pessoas que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuraram trabalho por acharem que não encontrariam. Vários são os motivos que levam as pessoas de desistirem de procurar trabalho, entre elas:


  • Não encontrar trabalho na localidade;

  • Não conseguir trabalho adequado;

  • Não conseguir trabalho por ser considerado muito jovem ou idoso, ou;

  • Não ter experiência profissional ou qualificação.


O IBGE considera que tínhamos 35,1 milhões de pessoas que se encontravam abaixo da idade de trabalhar menores de 14 anos durante o fechamento do 1° semestre de 2021. Já durante o fechamento do 3° trimestre de 2021 tínhamos 40,9 milhões de pessoas.


O desemprego existe atualmente, e sempre existirá devido a muitos fatores relacionados ao mercado e suas variações, onde é algo que o individuo não consegue controlar. Mas, mesmo com a perda do emprego as contas sempre chegam ao final do mês, e as pessoas não podem entrar em estados depressivos e permanecer assim por um longo período de tempo.


Para que se possa obter mais clareza sobre sua condição atual, é recomendado que se leia o artigo, “VOCÊ É O SEU PLANO DE VIDA” , onde é possível analisar detalhadamente fatores internos que contribuem efetivamente para o alcance de muitos objetivos individuais. Mas, não basta somente planejar, é necessário colocar os planos em prática e tudo geralmente começa pela busca de um novo emprego, ou em alguns casos um novo empreendimento.


Abaixo estão algumas agências que podem ser utilizadas para iniciar as buscas por uma nova recolocação:

ESTADO DE SÃO PAULO



ESTADO DO CEARÁ



ESTADO DA BAHIA



ESTADO DE MINAS GERAIS




 
 
 

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