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AÇÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA ENTRE EMPRESAS DE SUCESSO

  • contatoeconomiaevo
  • 14 de nov. de 2022
  • 6 min de leitura

“O sucesso das empresas e o planejamento como início disso”.


Por: Francisco Alves

20/09/2021



Imagem1: Internet


As empresas tem um importante papel dentro da sociedade, pois são elas responsáveis por transformar recursos, em muitos produtos e serviços necessários para a sobrevivência das pessoas. Assim, no artigo “O ENCERRAMENTO DAS EMPRESAS E SEUS IMPACTOS SOBRE AS PESSOAS”, que irá ser disponibilizado em poucas semanas, será possível visualizar alguns dos principais efeitos causados sobre a vida das famílias, decorrentes do encerramento das empresas.


Segundo informativo levantado junto ao Ministério da Economia no Mapa das Empresas, 437.787 empresas foram fechadas ao longo de 2021. Assim, é importante analisar quais fatores são considerados importantes, referentes ao possível sucesso ou Fracasso das empresas, vendo que esses números contribuem em muito para o aumento, ou redução da taxa de desemprego do país, que atualmente se encontra em 14,7%.


Com base em informações levantadas junto ao SEBRAE (CAUSA MORTI das empresas (sebrae.com.br), referente à quais fatores são considerados, no momento de definir por um lado o SUCESSO da empresa, e por outro o FRACASSO da mesma, foi possível identificar alguns dos principais efeitos relacionados ao empreendedor e ao fechamento de sua empresa.


Assim, o grande objetivo da análise é observar os fatores que contribuem para maiores chances de sucesso das empresas, do primeiro ao quinto ano de atividade, como também, conhecer o perfil dos empreendedores e das empresas em análise.


Mas, para isso é necessário levantar uma questão importante a respeito das empresas:

O que leva grande parte das empresas à fecharem no país?


Segundo o SEBRAE, alguns dos fatores que contribuem para o fechamento das empresas nos primeiros 5 anos de sua existência são os seguintes:


Em primeiro é considerado como principal motivo para ter fechado a empresa é a falta de capital ou lucro, na visão dos empreendedores. Porém, além desses motivos também existem alguns outros motivos a serem considerados, com seu respectivo grau de participação dentro da análise: Falta de capital e lucro aparece com 19%; Encontrou outra atividade aparece com 14%; Falta de clientes aparece com 9%; Problemas de planejamento/ Administração aparece com 8%; Problemas particulares aparece com 9%; Perda de cliente único aparece com 8%; Problemas com sócios aparece com 7%; Burocracia/ Impostos aparece com 6%; Concorrência forte aparece com 3%; Outros Motivos (*) aparece com 17%.

Em segundo, e em seguida aparece os sentimentos sentidos pelo empreendedor, após fechamento do negócio, como frustração/ perda e tristeza/ mágoa. Assim, os efeitos sentidos pelo empreendedor, após fechamento de sua empresa, podem ser visualizados conforme classificação do maior para o menor: Frustração/ Perda aparece com 27%; Tristeza/ Mágoa aparece com 21%; Alivio/ Tranquilidade aparece com 7%; Outros (*) aparece com 16%; Nenhum aparece com 28%.


Em terceiro também é considerado, além da frustração e da tristeza, ainda há a perda financeira (mais da metade dos empreendedores perde tudo ou parte do dinheiro investido dinheiro que é, na maior parte, próprio ou dos familiares). Valores como os apresentados abaixo são mais comumente divulgados conforme pesquisa do SEBRAE: Até R$ 5 mil aparece com 29%; Acima de R$ 5 mil até R$ 10 mil aparece com 19%; Acima de R$ 10 mil até R$ 20 mil aparece com 21%; Acima de R$ 20 mil até R$ 50 mil aparece com 17%; Acima de R$ 50 mil até R$ 100 mil aparece com 7%; Acima de R$ 100 mil aparece com 7%.


Um ponto em destaque, é a forma como a empresa está registrada, junto a junta comercial que pode ser: MEI (Micro Empreendedor Individual); EI (Empresa Individual); EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), etc..


Assim conforme estudo realizado, grande parte dos empreendedores que tiveram suas atividades encerradas, perderam cerca de 5 mil, onde isso mostra que as mesmas se encontravam na categoria de MEI (Micro Empreendedor Individual). Quando são analisados números mais recentes em 2020, o MEI representava 93,2% do total das empresas abertas com as seguintes atividades entre as mais comuns:


  • Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios;

  • Promoção de vendas;

  • Cabeleireiros, manicure e pedicure;

  • Obras de alvenaria;

  • Fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar.


A taxa de desemprego em 2020 representava 13,5% da população disponível para trabalhar, onde o MEI teve grande contribuição para a empregabilidade dessas pessoas durante o mesmo ano.


Em quarto o sonho e sua continuidade também faz parte dessa trajetória do empreendedor, onde o mesmo reluta em desistir do seu sonho de empreender – 4 em cada 10 esperam reativar a empresa e parte não deu baixa por conta do custo: assim algumas das razões para não dar baixa na junta comercial são: 27% aparece o custo; 15% aparece à burocracia; 18% outras razões (*).


Com isso, apesar dos principais motivos e efeitos decorrentes do fechamento das empresas como Falta de capital e lucro, Frustração/ Perda, Perda financeira e Falta de coragem para dar baixa na empresa na junta comercial, muitos empreendedores decidem continuar com o sonho de empreender.


Assim, em quinto apesar dos sentimentos negativos e da perda financeira que ficam após o fechamento, boa parte dos que fecham voltam a empreender, como autônomos ou donos de outras empresas. As principais atitudes observadas pelo SEBRAE, após os fracassos ocorridos, junto aos empreendedores pesquisados foram os seguintes: Empregado CLT aparece com 35%; Autônomo aparece com 25%; Empresário aparece com 20%; Nenhuma Atividade aparece com 10%; Emprego sem carteira aparece com 6%; Aposentado aparece com 2%; Outras (*) aparece com 2%.


Porém, é necessário analisar aquilo que foi feito da maneira correta pelas empresas que obtiveram sucesso, e continuaram com suas operações.



Imagem2: Internet



Mas, para isso também é necessário realizar a seguinte questão:

O que poderia ser feito?


Estudos realizados pelo SEBRAE apontam três importantes pontos a serem considerados no momento de iniciar as operações no próprio negócio como: Planejamento prévio, Gestão empresarial e Comportamento empresarial.




Imagem3: Internet


Planejamento Prévio


O planejamento prévio é importante porque estudos mostram que ao abrir a empresa, parte dos empreendedores não levantou informações importantes sobre o mercado. E pesquisas mostram que ao menos 46% não sabiam o número de clientes que teriam e os hábitos de consumo desses clientes.


Há em segundo outro fator que mostra que mais da metade não realizou o planejamento de itens básicos, antes do inicio das atividades da empresa. Assim, pesquisas mostram que 61% não procuraram ajuda de pessoas, ou instituições para abertura do negócio.


Em terceiro a pesquisa efetuada pelo SEBRAE, mostra que um maior tempo de planejamento, permite que se conheça melhor o mercado antes de abrir a empresa, o que tende a aumentar as chances de sucesso. Umas das pesquisas mostram que empresas que tiveram maior tempo de planejamento (mais de 6 meses) continuam com suas atividades.




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Gestão Empresarial


Estudos apontam que as empresas que costumam com frequência aperfeiçoar produtos e serviços, estar atualizada com respeito às tecnologias do setor, inovar em processos e procedimentos e investir em capacitação, tendem a sobreviver mais no mercado. Assim, aperfeiçoar produtos e serviços aparece com 71% entre as empresas em atividade.


Também experiência prévia ou conhecimento no ramo influenciaram a permanência das empresas no mercado. Entre os dados levantados 72% das empresas em atividade possuíam experiência ou conhecimento no ramo de negócios da empresa.


Em terceiro a estratégia da diferenciação mostrou-se mais vantajosa para a permanência das empresas no mercado do que a estratégia de custos. Então produtos e serviços diferenciados aparecem com 38% entre as empresas em atividade.




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Comportamento Empresarial


Após análise junto ao estudo efetuado pelo SEBRAE, o mesmo aponta alguns fatores que contribuem para o sucesso empreendedor em sua jornada:


Em primeiro aparece se antecipar aos fatos, buscar intensamente informações e persistir nos objetivos são comportamentos que distinguem os empreendedores de sucesso. Assim, se antecipar aos fatos aparece entre 60% das empresas que continuam com suas operações.

Em segundo a importância em ter um plano de ações para atingir as metas e os objetivos e saber aonde se quer chegar também é vista como uma ótima ferramenta entre as empresas que obtiveram sucesso. 72% das empresas que obtiveram sucesso e mantiveram suas operações, efetuaram a definição de um plano de ação para atingir objetivos e metas.


Em terceiro a intensificação entre o contato com outras empresas, bancos, entidades e o Governo aumentam as chances de sobrevivência das empresas. Entre as empresas que utilizaram essa estratégia 35% realizaram algum curso.




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Por fim, esses são fatores importantíssimos citados durante a análise do estudo realizado pelo SEBRAE, que mostram importantes ferramentas e ações necessárias, para que o empreendimento possa atender o mercado oferecendo produtos na qualidade, no tempo e com custo combinado, sempre com objetivo de obter a satisfação dos clientes, captação, retenção e obtenção de maior participação de mercado frente a concorrência.

 
 
 

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